Com custos pressionados, maior exigência por produtividade e janelas de safra cada vez mais críticas, a eficiência operacional deixou de ser apenas um tema de manutenção para se tornar um fator de competitividade no agronegócio. Nesse contexto, a Tereos, uma das líderes globais nos mercados de açúcar, etanol, energia e amidos, vem transformando sua gestão de ativos em uma alavanca para tornar a operação mais previsível e robusta durante a safra. Por meio de um programa estratégico, a companhia integrou rotinas de manutenção contínua de equipamentos, monitoramento por condição e digitalização de controles para reduzir falhas e acelerar decisões no dia a dia da operação.

Na prática, o programa atua em pontos que determinam o ritmo da safra: disponibilidade de equipamentos, qualidade de insumos críticos e rastreabilidade de componentes. Um dos pilares é a manutenção linear, que substitui a concentração de intervenções na entressafra por uma execução distribuída ao longo do ano. A mudança aumenta a previsibilidade do plano, reduz a necessidade de mão de obra sazonal e diminui a dependência de terceiros, permitindo antecipar intervenções, melhorar o aproveitamento da vida útil dos equipamentos e reduzir riscos de indisponibilidade em momentos críticos. Com a maturidade da iniciativa, a Tereos estima redução de R$ 1,1 milhão no orçamento associado ao tema.

Outra frente decisiva para a confiabilidade da frota é a gestão de óleo diesel, estruturada com filtragem dedicada, monitoramento contínuo e análises laboratoriais. Com mais de 80 milhões de litros de diesel filtrado e controle sistemático de contaminantes, a iniciativa registrou redução de 55% de partículas contaminantes e contribuiu para a queda de 5% no custo de manutenção do sistema de combustível entre as safras 2024/25 e 2025/26, com potencial de economia de até R$ 1,65 milhão no período analisado, movimento relevante em um insumo que impacta diretamente performance, confiabilidade e custo total da operação.

A estratégia de prevenção também avançou com a manutenção preditiva das colhedoras de cana, por meio do monitoramento de sistemas críticos para atuar antes da falha, reduzindo paradas não programadas e aumentando a previsibilidade do trabalho em campo. Na safra 2025/26, o projeto gerou mais de R$ 1,6 milhão em economia em comparação ao ciclo 24/25, relacionada aos itens do sistema hidráulico e material rodante, apoiadas por rotinas estruturadas de inspeções e recomendações técnicas.

“Dentro do nosso planejamento agrícola, esse programa de gestão de ativos é uma alavanca essencial para chegar à safra com a frota mais preparada e previsível. Ao antecipar intervenções, monitorar componentes críticos e padronizar rotinas ao longo do ano, reduzimos paradas não programadas, encurtamos o tempo de máquina inoperante e aumentamos a disponibilidade dos equipamentos quando a operação mais exige. Na prática, isso torna a safra mais efetiva, com maior produtividade e segurança de execução do início ao fim”, reforça Everton Carpanezi, Diretor de Operações Agroindustriais da Tereos.

Complementando as frentes de confiabilidade e controle, a companhia implantou o Sisma, sistema digital de gerenciamento de pneus, para substituir controles fragmentados e fortalecer rastreabilidade e planejamento. A iniciativa elevou o controle sobre um parque de aproximadamente 30 mil pneus, reduzindo divergências entre a posição física e o registro sistêmico. A digitalização e a padronização dos processos permitiram capturar cerca de R$ 400 mil em economia direta, além de ganhos associados ao melhor aproveitamento do ciclo das peças.

Com os resultados já capturados, a Tereos reforça o compromisso de dar escala às iniciativas e aprofundar a gestão eficiente dos ativos, ampliando rotinas de manutenção linear e preditiva, o controle de insumos críticos e a rastreabilidade de componentes para sustentar safras mais produtivas e eficientes.

Com informações e foto Comunic