O Coxinhas Bady, um dos points gastronômicos mais procurados em Rio Preto nos últimos meses, começa a testar uma novidade que une gastronomia e tecnologia: um robô interativo voltado à experiência do cliente. A proposta não é substituir o atendimento humano, mas acrescentar uma camada de interação dentro do restaurante.

O robô circula pelo salão, interage com os clientes e responde perguntas sobre a história do Coxinhas Bady, sabores, ingredientes e curiosidades do cardápio. Equipado com uma tela, ele também exibe vídeos e conteúdos institucionais enquanto percorre pontos estratégicos do restaurante, onde faz paradas programadas para apresentar informações.

Segundo Arthur Santini, especialista em inteligência artificial, associado da Apeti e responsável por incentivar a adoção da tecnologia, a ideia nasceu da conversa sobre como inovar sem perder a essência do negócio. “O robô não serve mesa, não tira pedido e não substitui pessoas. Ele foi pensado como um ponto de experiência. O atendimento continua humano, mas o cliente passa a ter uma interação diferente dentro do ambiente”, explica.

De acordo com Santini, o robô é alimentado com informações sobre a marca e permite conversas simples com o público, criando um vínculo mais próximo. “Ele conta a história do Coxinhas Bady, responde perguntas sobre sabores e ingredientes e ajuda a aumentar o nível de engajamento de quem está no restaurante”, afirma.

Fundador do Coxinhas Bady, Gabriel Massura destaca que a decisão de trazer a tecnologia não teve como objetivo automatizar o atendimento. “A gente não quis substituir ninguém. A ideia foi somar. O robô faz parte da experiência, chama a atenção, desperta curiosidade e cria uma conexão diferente com o cliente”, diz.

O equipamento é de origem chinesa e funciona em um modelo de contratação mensal, com custo próximo ao de um funcionário, em torno de R$ 2 mil. Após o período de pagamento, o robô passa a integrar definitivamente a operação. Para Santini, o investimento faz sentido quando a tecnologia é usada de forma estratégica. “Não é sobre ter IA por ter. É sobre usar a tecnologia para gerar valor, fortalecer a marca e melhorar a experiência”, resume.

A iniciativa reforça uma tendência crescente no interior paulista: empresas tradicionais testando soluções de inteligência artificial de forma prática, sem abrir mão do contato humano que ainda é central na relação com o cliente.

com informações e foto Assessiva Comunicação