O SETH (Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade) começa o ano orientando os ex-funcionários da empresa terceirizada GF que não receberam as verbas de rescisão contratual por estarem, à época, afastados por licença-maternidade ou licença médica.
Segundo Sergio Paranhos, presidente do sindicato, em muitos desses casos a Previdência Social concedeu alta médica, mas, como a GF não possui mais contrato no município, esses trabalhadores ficaram sem retorno ao emprego e sem o devido acerto rescisório.
No que diz respeito a esses casos específicos, o sindicato orienta que os trabalhadores entrem em contato com o departamento jurídico da entidade pelo telefone (17) 3203-0077. Esse contato é necessário para agendar o ingresso de ações individuais na Justiça do Trabalho, que retorna do recesso na próxima terça-feira (20).
Histórico
O sindicalista relembra que o SETH ingressou com diversas ações na Justiça do Trabalho ao longo dos últimos meses para garantir o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores demitidos no final de 2025. Como resultado dessas medidas, foi possível assegurar a liberação inicial de cerca de R$ 2 mil por trabalhador, seguida de um novo pagamento de R$ 1.100,00 — valores oriundos de recursos bloqueados junto à Prefeitura de Rio Preto. Além disso, a Justiça determinou que a empresa entregasse os termos de rescisão e as guias do seguro-desemprego, além de providenciar a liberação do FGTS.
Apesar desses avanços, o presidente do SETH destacou que as verbas rescisórias integrais ainda não foram quitadas pela empresa, o que mantém muitos trabalhadores em situação de insegurança financeira. Segundo ele, o sindicato segue aguardando o andamento do processo judicial para que a Justiça dê sequência à cobrança dos valores devidos.
Por Sérgio SAMPAIO

