A Convenção Coletiva do setor de Frio e Derivados do Estado de São Paulo foi fechada após uma lacuna de nove anos sem acordo entre o sindicato patronal e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo.

Segundo Tiago Gonçalves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de São José do Rio Preto e região, a última Convenção havia sido fechada em 2017, após a aprovação e sanção da Reforma Trabalhista (realizada no governo do ex-presidente Michel Temer).

Ficou acordado um novo piso normativo de R$ 1.800,00 — com reajuste de 5,32% incidente sobre os salários de maio de 2025.

Por sua vez, a Cesta Básica foi fixada no valor de R$ 330,00, e a multa para as empresas que não tenham implementado sua PLR (Plano de Participação nos Lucros e Resultados) ficou definida em R$ 750,00.

Também ficou definido que as empresas que estejam com o salário normativo inferior ao novo valor ou com valor da Cesta Básica abaixo do estipulado, bem como outras cláusulas econômicas em desacordo, deverão reparar as diferenças, sendo a primeira parcela incluída na folha de pagamento de fevereiro de 2026.

O sindicalista destaca que, nos anos em que não houve o fechamento da Convenção Coletiva, o sindicato firmou Acordos Coletivos individuais, porém sem abranger toda a categoria. “Com o empenho da nossa Federação, junto com os sindicatos filiados, conseguimos pressionar o sindicato patronal e conseguimos fazer essa Convenção!”, salientou Gonçalves.

Ele ainda ressalta que o fechamento da Convenção é importante, pois muitas empresas não firmavam Acordo Coletivo e agora terão que cumprir o que foi acordado em âmbito estadual.

Por Sérgio SAMPAIO