A marca de 100 mil quilômetros rodados, exclusivamente, com biodiesel B100 na frota operacional da concessionária Ecovias Noroeste Paulista traz dados concretos para as discussões sobre descarbonização do transporte rodoviário no Brasil. O resultado, alcançado nos primeiros cinco meses do projeto-piloto, conduzido em parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, aponta para alta performance dos veículos e disponibilidade técnica superior a 95%, sem registro de intercorrências relevantes. Ou seja, em média, em apenas 5% do período os veículos estiveram em manutenção, indicador considerado excelente para o setor.
O teste envolve quatro caminhões utilizados em atividades como guincho e apoio operacional da Ecovias Noroeste Paulista, concessionária que faz parte grupo EcoRodovias e opera em 600 quilômetros no interior paulista. A iniciativa dá continuidade ao projeto iniciado em 2025, quando as empresas anunciaram a avaliação do biodiesel 100% vegetal como alternativa ao diesel fóssil em condições reais de rodagem. No caso de atendimento aos usuários de rodovias, o B100 pode ser mais uma solução na busca pela descarbonização do setor.
O abastecimento dos veículos continua sendo realizado por meio de caminhão comboio, com tanque instalado na base do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU 2), localizada no quilômetro 272 da pista Norte (sentido capital–interior) da Rodovia Washington Luís (SP-310), em Araraquara, garantindo o controle de qualidade e a rastreabilidade do combustível ao longo do período de testes.
As empresas seguem com o projeto piloto, que tem previsão de se estender até agosto, completando 12 meses de operação assistida. Os experimentos estão sendo feitos em quatro veículos da montadora: Meteor 29.530, configurado como guincho, dois Delivery 11.180, também em versão guincho e um Constellation 17.190, utilizado como caminhão-pipa, todos usados pelas equipes de atendimento ao usuário da Ecovias Noroeste Paulista.
Nesta fase inicial, foram monitorados indicadores como performance, consumo, custos logísticos, qualidade do combustível e disponibilidade técnica da frota. Segundo as companhias, os resultados confirmam a viabilidade técnica e operacional do B100, reforçando seu potencial como solução complementar na transição energética do setor.
Produzido a partir de soja, o B100 pode reduzir em até 90% as emissões de CO2 na comparação com o diesel convencional, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), da Abiove e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Diferentemente de tecnologias que exigem substituição completa da frota ou infraestrutura de recarga, como no caso dos elétricos, o biodiesel pode ser implementado com adaptações técnicas pontuais e logística dedicada de abastecimento.
Para a Diretora de Sustentabilidade da EcoRodovias, Monica Jaén, esse projeto reforça o papel das concessionárias na agenda climática. “Alcançar 100 mil quilômetros com disponibilidade acima de 95% demonstra que é possível reduzir emissões de forma imediata, mantendo eficiência e segurança operacional. A partir disso, podemos começar a pensar em expandir a solução na própria concessionária e em outras operações do grupo”, afirma.
O teste com o B100 integra a estratégia climática definida na Agenda ESG 2030 da EcoRodovias, que determina reduções de 25% até 2026 e de 42% até 2030 nas emissões diretas das operações (escopo 1) e nas emissões associadas à energia adquirida pela empresa (escopo 2).
Do lado da montadora, o Vice-Presidente de Engenharia da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Rodrigo Chaves, avalia os resultados de forma positiva. Segundo ele, os dados obtidos até o momento indicam desempenho consistente, boa estabilidade operacional e confiabilidade mecânica. “Esses resultados reforçam o potencial do B100 e contribuem para a construção de um caminho técnica e operacionalmente viável para sua aplicação no transporte pesado”, afirma.
Com informações e foto Milagre do Verbo Comunicação e Marketing Digital

