Mulheres representam apenas 20% dos profissionais de tecnologia no Brasil, segundo a Brasscom Programa criado pela Shift ampliou participação feminina e fortaleceu liderança técnica na empresa
Uma empresa de tecnologia sediada em Rio Preto decidiu enfrentar um dos principais gargalos do setor no Brasil: a baixa presença feminina nas áreas técnicas. Nos últimos oito anos, a Shift, que desenvolve sistemas para medicina diagnóstica, dobrou o percentual de mulheres em seu quadro de colaboradores, incluindo funções ligadas diretamente ao desenvolvimento de tecnologia.
O avanço ocorreu após a criação do programa Shift por Elas, iniciativa voltada à formação, desenvolvimento e crescimento profissional de mulheres dentro da empresa. O projeto envolve incentivo à formação técnica, participação em projetos estratégicos e estímulo à liderança feminina.
“O objetivo é criar condições reais para que as mulheres ingressem, se desenvolvam e avancem em suas carreiras dentro da tecnologia. Isso envolve formação, oportunidades e um ambiente preparado para esse crescimento”, afirma Cristina Bertolino, Diretora de Governança e Desenvolvimento Organizacional da Shift.
O movimento acontece em um setor que ainda enfrenta forte desigualdade de gênero. No Brasil, mulheres representam cerca de 20% dos profissionais de tecnologia, segundo a Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). Ao mesmo tempo, o país deve precisar de mais de 530 mil novos profissionais até 2029, impulsionado pela digitalização das empresas.
A baixa participação feminina reduz o potencial de formação de mão de obra e limita a capacidade de inovação das organizações. Empresas que ampliam a diversidade técnica conseguem acessar novos talentos e fortalecer suas equipes.
Na prática, o programa da Shift foi estruturado para criar condições reais de crescimento profissional. As ações incluem desenvolvimento técnico, inclusão em projetos estratégicos e formação de lideranças. O objetivo é garantir que mulheres não apenas ingressem na empresa, mas avancem em funções técnicas e de maior responsabilidade.
“A ampliação da presença feminina é resultado de um trabalho consistente de desenvolvimento e de uma cultura organizacional que valoriza o crescimento profissional com base em competência e preparo técnico”, diz Cristina.
O resultado é uma mudança gradual na composição das equipes e na cultura organizacional. O aumento da presença feminina acompanha a expansão da empresa e a necessidade crescente de profissionais qualificados em tecnologia.
A iniciativa reflete uma transformação mais ampla no setor, que busca ampliar a formação de novos talentos diante da escassez de profissionais e da crescente demanda por soluções tecnológicas em saúde, indústria e serviços.
Com informações e foto Assessiva Comunicação

