O Sindalquim realizou, nos últimos 15 dias, diversas rodadas de negociações com representantes das usinas do Etanol. Vale lembrar que a data-base da categoria é 1º de maio.
Segundo João Pedro Alves Filho, presidente do sindicato, conforme as propostas forem sendo apresentadas, boletins informativos serão confeccionados para levar aos trabalhadores das usinas detalhes das negociações.
Em todas as negociações, o sindicato parte de um pedido de reposição do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período, que ficou em 4,11%, além de 2% de ganho real.
O sindicalista destaca que, onde houver implementação de Plano de Metas, o Sindalquim buscará o valor de um piso normativo da categoria como ponto de partida para a PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
Por sua vez, no que diz respeito ao V.A. (Vale-Alimentação), existe uma grande variação de valores entre empresas e grupos econômicos. Em algumas unidades, o benefício é de pouco mais de R$ 400, enquanto em outras chega próximo de R$ 700. Com isso, haverá uma conversa individualizada para buscar melhorias no poder de compra dos trabalhadores do setor sucroalcooleiro.
O presidente salienta que, mais um ano, o setor patronal mantém o discurso de dificuldades financeiras. Porém, ele destaca que, quando as empresas registravam grandes lucros, nunca pensaram em conceder uma bonificação aos trabalhadores.
“Inflação nos vamos tentar melhorar, se melhorar nós vamos levar em escrutínio secreto, quem vai decidir é você trabalhadora, você trabalhador” finalizou Alves Filho.
Por Sérgio SAMPAIO

