O Sindalquim teve mais uma semana repleta de rodadas de negociações com representantes das usinas de Etanol, buscando avanços nas tratativas deste ano, que estão enroscadas em propostas aquém do desejado pelos trabalhadores.
Segundo João Pedro Alves Filho, presidente do sindicato, infelizmente as propostas apresentadas nas últimas semanas pelo patronato variaram de empresa para empresa ou grupo, ficando em torno de 3,5% ou 4,11%, que corresponde à inflação acumulada do período. Em decorrência do impasse, já que o pedido inicial do Sindalquim foi a reposição do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 2% de ganho real, e como em nenhuma das tratativas esse percentual foi proposto, a partir de agora a direção do sindicato levará cada proposta para ser debatida e votada pelos trabalhadores na base.
“Tentamos de todas as formas negociar, alavancar as propostas, melhorar o V.A. (Vale-Alimentação), aqui na mesa (de negociação), mas infelizmente isso não foi possível diante do patronato. Então a partir desta semana cada reunião que a gente tiver, a gente vai estar levando para você trabalhadora, você trabalhador…vamos levar as propostas já em forma de assembleia”, salientou Alves Filho.
O sindicalista destaca que os negociadores das empresas vieram com a mentalidade das tratativas de Goiânia, onde o reajuste ficou em 3,36%, e também com a do Estado de São Paulo (UNICA), que ofereceu 4,11%. Infelizmente, segundo ele, essa mesma postura está sendo compartilhada pelas 15 unidades fabris com as quais o Sindalquim negocia atualmente, todas com data-base em 1º de maio.
Por Sérgio SAMPAIO

