As negociações coletivas do setor Farmacêutico deste ano foram finalizadas com a conquista de ganho real para os salários dos trabalhadores.
Segundo João Pedro Alves Filho, presidente do Sindalquim, as negociações tiveram início há quase dois meses, quando foram feitas assembleias para montagem da pauta e, posteriormente, ela foi entregue ao patronal, cujo foco sempre foi conquistar aumento real. Fato que se concretizou com um reajuste de 4,5% nos salários para todos os trabalhadores — a inflação, ou seja, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período, ficou em 3,77%, lembrando que a data-base do setor é o dia 1º de abril.
No que diz respeito ao Tíquete-Alimentação, houve um novo avanço com a conquista de 10,14% de reajuste, passando o benefício a valer R$ 760,00.
Uma alta repentina da inflação nos últimos meses também trouxe dificuldades nas tratativas, já que, inicialmente, segundo o sindicalista, o percentual esperado era em torno de 3,2% e acabou fechando em 3,7%.
Com o novo percentual de reajuste dos salários, o novo piso em empresas com até 100 funcionários passou para R$ 2.339,44 e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) para R$ 2.415,00 — por sua vez, em empresas com mais de 100 funcionários, o piso passou para R$ 2.647,34 e a PLR para R$ 3.675,00.
As negociações do setor Farmacêutico são encabeçadas pela Fequimfar (Federação dos Químicos do Estado de São Paulo), e a assinatura da Convenção aconteceu na última segunda-feira (13).
Segundo Sergio Luiz Leite, presidente da Fequimfar, os trabalhadores serão beneficiados com aumento real nos salários, na PLR e noTíquete-Alimentação. “Assegurando a recomposição do poder de compra, além de manter direitos já consolidados em Convenção Coletiva e avançar com a inclusão de uma cláusula importante de prevenção ao feminicídio e combate à violência contra a mulher”, finalizou Leite.
Por Sérgio SAMPAIO

