O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Rio Preto e região está em diversas frentes de negociações coletivas neste primeiro semestre, sendo uma delas com data-base em 1º de abril e as demais em 1º de maio.
Segundo Tiago Gonçalves, presidente do sindicato, na maioria das propostas apresentadas pelos representantes patronais até o momento na mesa de negociação foi oferecida apenas a reposição da inflação do período. No caso do setor de Carnes e Derivados, cuja data-base é 1º de abril, o índice foi de 3,77%. Já para as demais categorias, com data-base em 1º de maio, o percentual foi de 4,11%.
“Nós não concordamos somente com a inflação, nós queremos ganho real, seja nos salários, na parte econômica e nas questões sociais. Se o patronal não trouxer para nós algo além da inflação com certeza nós não vamos aceitar levar isso para o trabalhador”, salientou Gonçalves.
Em maio, as negociações envolvem os setores de: Usinas de Açúcar, Doces e Conservas, Frigoríficos, Ração, Bebidas e Sucos.
Nas negociações realizadas até o momento com representantes dos setores de Doces e Conservas, Bebidas, Frigoríficos e Sucos, o patronal ofereceu apenas 100% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ou seja, 4,11%.
Por sua vez, na negociação com as Usinas de Açúcar, até o momento o patronal ofereceu menos do que o INPC: apenas 3%. A proposta foi recusada pelos representantes dos trabalhadores.
A única negociação que apresentou proposta acima do INPC foi a do setor de Ração, que ofereceu 1% de ganho real. O sindicalista destaca que, apesar de a proposta superar a inflação, ela ainda ficou aquém do pedido inicial do sindicato, que é de, no mínimo, 2% de ganho real nos salários.
Por Sérgio SAMPAIO

