No final do mês de maio, aconteceu uma grande vitória da classe trabalhadora com a aprovação, em dois turnos na Câmara dos Deputados, da PEC que põe fim à escala 6×1 no Brasil.
E, neste momento histórico, a presidente do Sincomerciários (Sindicato dos Empregados no Comércio) de Rio Preto e região, Márcia Caldas, esteve presente. Ela também exerce interinamente a presidência da Fecomerciários (Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo). Segundo ela, foi um momento único para a Classe Trabalhadora, os Sindicatos e as Centrais Sindicais, que há muitos anos lutam pela Jornada de 40 horas semanais.
Ela destaca ainda que a mobilização começou durante o dia, com a aprovação da proposta na Comissão de Trabalho, e seguiu à noite, com a votação em plenário.
“Foi uma luta conjunta. Estamos há quase 20 anos lutando por essa jornada de 40 horas. Lá atrás, foi oferecida uma jornada de 42 horas, mas, na época, as Centrais não aceitaram. Agora, estamos caminhando para a redução de 44 para 40 horas semanais. Também haverá um período de transição. Hoje, o texto prevê 42 horas e, após a promulgação da lei, haverá 60 dias para adaptação à escala 5×2 e, depois desses 60 dias, mais um ano para que possamos chegar às 40 horas”, explicou a sindicalista.
Ela ainda destaca que foi, sim, uma vitória, porém a proposta agora segue para o Senado, onde haverá uma nova batalha, com desafios e dificuldades novamente.
Falando sobre o Senado, o presidente Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP) afirmou que a PEC que acaba com a escala 6×1 não terá tramitação acelerada. Ele disse que a proposta será debatida com calma, sem pressa, e que o Senado levará o tempo necessário para analisar o texto e ouvir os setores envolvidos. Alcolumbre também indicou que a proposta deverá passar pelas comissões antes de ser votada em plenário.
Em decorrência disso, a mobilização e a pressão por parte da classe trabalhadora e do movimento sindical devem continuar.
Como presidente interina da Fecomerciários, Márcia está percorrendo o Estado e conversando com os trabalhadores, e essas conversas devem continuar acontecendo.
“Temos que esclarecer aos trabalhadores que essa mudança não vai gerar desemprego. Trata-se de qualidade de vida, de buscar uma condição emocional e mental melhor para o trabalhador. E foi justamente a força dos trabalhadores que fez a diferença, pois, graças a eles, tivemos uma vitória na Câmara dos Deputados, com mais de 400 votos favoráveis”, salientou Márcia.
A sindicalista finalizando afirmando que o auxilio e luta do deputado federal Luiz Carlos Motta (PL-SP) foi importantíssimo nesta vitória da Classe Trabalhadora e da família comerciaria.
Por Sérgio SAMPAIO

