Na última terça-feira (22), a pauta de reivindicações do setor Químico 2026 foi entregue aos negociadores do CEAG-10 na cidade de São Paulo.
Segundo João Pedro Alves Filho, presidente do Sindalquim, ficou bem claro para os representantes patronais, no momento da entrega da pauta, que, assim como aconteceu em anos anteriores, o objetivo principal também em 2026 é conquistar ganho real para os trabalhadores.
O sindicalista destaca que, na negociação estadual, conduzida pela Fequimfar (Federação dos Químicos do Estado de São Paulo), haverá um foco na valorização do V.A. (Vale-Alimentação). A proposta protocolada prevê um valor de R$ 350,00. Ele lembra que esse é um benefício novo na negociação estadual, mas destaca que, nas negociações locais realizadas diretamente pelo Sindalquim, o V.A. já possui um valor bem superior ao estabelecido atualmente na Convenção, que é de R$ 200,00.
O sindicalista ainda salienta que houve consenso para que, diferentemente do que aconteceu em anos anteriores, o mesmo percentual de reajuste que for aplicado ao V.A. estadual também seja utilizado nos benefícios que já possuem valores superiores aos acordados na Convenção.
A pauta geral de reivindicações prevê o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período, acrescido de 3% de ganho real, além de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) equivalente a dois pisos salariais da categoria e da luta pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial.
“Lembrando que a Convenção e os Acordos que nós vamos fazer, com data-base em 01º de novembro, não tem distinção de trabalhadores, seja, do trabalhador que que começa na recepção até o trabalhador do alto escalão, ele está debaixo do guarda-chuva da Convenção ou do Acordo Coletivo, então é importante que todos participem”, finalizou Alves Filho.
Por Sérgio SAMPAIO

