As negociações coletivas do setor de Panificação foram finalizadas na última terça-feira (29), em rodada de negociação com o sindicato patronal e os sindicatos dos trabalhadores de Rio Preto, Olímpia, Votuporanga, Ponte Gestal e Catanduva.

Segundo Tiago Gonçalves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Rio Preto e região, foram quase quatro horas de reunião. As tratativas dizem respeito a duas negociações: uma para as empresas que se enquadram no Repis (Regime Especial de Pisos Salariais) e outra para aquelas que não se enquadram. Ele lembra que as empresas que estão no Repis são as empresas individuais, de pequeno porte e as microempresas.

O percentual acordado para este ano foi de 5,73% para todos os trabalhadores. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período ficou em 3,98%, o que representa um ganho real de 1,75%, destacou o sindicalista. A data-base da categoria é 1º de setembro.

Com o percentual conquistado, os novos pisos para os trabalhadores das empresas enquadradas no Repis passaram a ser de R$ 2.585,00 para Padeiros e Confeiteiros. Para as demais funções, o piso passou para R$ 2.030,00. Já o Tíquete-Alimentação passou para R$ 270,00.

Para as empresas que não estão enquadradas no Repis, consideradas empresas de grande porte, os pisos ficaram da seguinte forma: R$ 3.045,00 para Padeiros e Confeiteiros e R$ 2.405,00 para as demais funções. O Tíquete-Alimentação passou para R$ 375,00.

PLR – No que diz respeito ao pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), foi mantido o percentual de 40% do salário, que será pago em duas parcelas.

O sindicalista destaca que os novos valores já estão valendo desde o último dia 1º de setembro, data-base da categoria.

“Graças ao empenho dos sindicalistas da região…graças também ao empenho dos trabalhadores que chamamos, e mobilizamos os trabalhadores para isso, sabemos que não é fácil. A média de reajuste que está acontecendo no Estado de São Paulo é 5%”, destacou Gonçalves.

Por Sérgio SAMPAIO