A chegada da primavera marca uma mudança gradual nas condições de temperatura, umidade e regime de chuvas. Em São José do Rio Preto, onde períodos de tempo seco e variações de temperatura fazem parte da rotina, essas mudanças podem ser percebidas também pelo nariz e pelas vias respiratórias, principalmente por pessoas que já apresentam rinite, sinusite ou maior sensibilidade a agentes ambientais.

Nesse período, poeira, poluição, partículas em suspensão, ácaros e, em algumas pessoas, pólens podem funcionar como gatilhos para sintomas nasais. Espirros em sequência, coceira no nariz, coriza e congestão são manifestações frequentes da rinite alérgica. A alergia a pólens, por exemplo, tende a aparecer principalmente na primavera e pode ser acompanhada de sintomas nos olhos, como coceira, vermelhidão e lacrimejamento.

Para o otorrinolaringologista Rubens Huber, da Otorrino Rio Preto, é importante observar o padrão dos sintomas para diferenciar uma crise alérgica de outros problemas respiratórios. “Na primavera, algumas pessoas podem perceber uma piora dos sintomas nasais, principalmente quando há exposição a poeira, mudanças de temperatura e outros agentes que funcionam como gatilhos. Na rinite alérgica, são comuns espirros, coceira no nariz, coriza e obstrução nasal. Já a sinusite pode apresentar sintomas diferentes, como pressão ou dor na face, secreção nasal e alteração do olfato. Por isso, é importante observar o conjunto de sinais e não tratar todo nariz entupido como sinusite.”

Na rinite alérgica, os sintomas costumam estar relacionados à exposição a determinados agentes e podem incluir espirros, coriza, coceira e obstrução nasal. Já quadros de rinossinusite podem apresentar outros sinais, como pressão ou dor na região da face, alteração do olfato e secreção nasal, dependendo da causa e da evolução do quadro.

O otorrinolaringologista Rael Lucas Matimoto, da Otorrino Rio Preto, explica que respirar pelo nariz é importante para que o ar inspirado seja filtrado, umidificado e aquecido antes de chegar às vias respiratórias inferiores. “O nariz tem funções importantes na respiração: ele filtra, aquece e umidifica o ar antes que ele chegue às vias respiratórias. Quando existe uma obstrução persistente, a pessoa pode passar a respirar pela boca, inclusive durante o sono. Isso pode provocar ressecamento e desconforto e também prejudicar a qualidade do sono. Por isso, nariz constantemente entupido não deve ser considerado normal.”

Em períodos de maior circulação de poeira e partículas no ambiente, alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir a exposição aos agentes desencadeadores. Na limpeza da casa, por exemplo, a recomendação é dar preferência ao pano úmido, evitando métodos que levantem poeira. Também é importante manter roupas de cama e ambientes limpos e reduzir o acúmulo de objetos que favoreçam a concentração de poeira.

Para quem apresenta sintomas durante a primavera, outro cuidado é observar a relação entre as crises e determinadas situações ambientais. Em dias secos e com vento, por exemplo, partículas e pólens podem se espalhar com maior facilidade. Fechar as janelas em momentos de maior circulação desses agentes e manter filtros de aparelhos de ar-condicionado limpos são medidas que podem ajudar pessoas sensíveis.

Descongestionante não trata a causa

Um hábito comum de quem sofre com nariz entupido é recorrer por conta própria aos descongestionantes nasais. Apesar de proporcionarem alívio rápido da obstrução, esses medicamentos não devem ser utilizados indiscriminadamente.

Huber afirma que o descongestionante nasal pode proporcionar uma sensação de alívio muito rápida, mas esse efeito não significa que a causa do problema tenha sido tratada. “Quando utilizado de forma prolongada e sem orientação médica, pode provocar o chamado efeito rebote, fazendo com que o nariz volte a congestionar e levando a pessoa a usar o medicamento novamente. É justamente esse ciclo que queremos evitar.”

A orientação é sempre procurar avaliação profissional. “O mais importante é entender o que está provocando os sintomas. Rinite, sinusite, alterações estruturais do nariz e outras condições podem apresentar manifestações semelhantes, mas o tratamento não é necessariamente o mesmo. Se a obstrução nasal ou as crises são recorrentes, vale procurar um otorrinolaringologista para identificar a causa e definir a melhor conduta”, afirma Matimoto.

com informações e foto assessoria de imprensa Otorrino Rio Preto